Menino que tentou suicídio ficava horas vendo vídeos na internet, diz mãe

(Foto: Colaboração Catve.com) - Menino que tentou suicídio ficava horas vendo vídeos na internet
(Foto: Colaboração Catve.com)

A mãe do menino de quatro anos, que tentou suicídio no último dia 9, conversou com exclusividade com o Portal Catve.com na manhã desta terça-feira (19). O caso foi registrado em Goioerê - Noroeste do Paraná.

Dez dias após o caso, a mãe ainda está assustada com tudo que viveu naquele sábado que jamais será esquecido. Ela conta que fazia crochê enquanto o filho assistia vídeos pela internet, quando o menino a procurou com os braços sangrando, questionado sobre o que tinha acontecido, ele revelou: "Eu cortei com a faca", ressalta.

Como os ferimentos eram superficiais, a mulher limpou os braços da criança e fez curativos em casa sem procurar ajuda médica. O menino, horas depois discutiu com o pai e tentou asfixiá-lo, mas sem sucesso.

Muito preocupada, a mãe não entendeu o que aconteceu com o filho e então procurou o pastor da igreja que frequenta para detalhar o caso.

A mulher só percebeu que o caso aconteceu, a princípio por influência de vídeos da Boneca Momo, quando lhe contaram sobre a situação. "Eu não tinha ligado uma coisa à outra, mas realmente tem muito sentido", descreve. A mulher conta que o menino tinha costume de utilizar com frequência o celular para assistir desenhos e que todas as noites pedia para dormir no quarto com os pais, pois tinha medo de "bichos" aparecerem.

A mãe pede atenção aos pais, já que é comum ver crianças utilizando tecnologia. "Ele já não meche mais no celular e agora é outra criança", conta.

O menino frequenta normalmente a escola após o acontecido. Ele está na pré-escola.

O Conselho Tutelar foi procurado pela equipe da Catve, mas o caso não chegou ao conhecimento das autoridades.

Boneco Momo

A revista Crescer conversou na segunda-feira (18) com Cauã Taborda, que é gerente de comunicação do YOUTUBE na América Latina, e ele revelou que os filtros da plataforma jamais deixaram passar um conteúdo dessa magnitude. "Além da análise automática, que existe também no YouTube convencional, no YouTube Kids, contamos com a curadoria humana feita por mais de 10 mil pessoas", descreve.

Colaboração Catve.com